Tomar não é concordar
Honrar pai e mãe não significa achar bom o que eles fizeram, nem fingir que a história foi outra. Significa aceitar que foi por ali que a vida passou. É a única porta que existia, e você atravessou.
Quem recusa a porta acaba recusando junto o que veio por ela. Não dá para dizer "eu não quero nada dessa origem" e ao mesmo tempo receber a vida de mãos abertas.
Quem não consegue receber de pai e mãe acaba não conseguindo receber de mais ninguém.
O que costuma travar aqui
- Você se sente responsável pelos seus pais e carrega um peso que não é seu.
- Você jurou para si mesmo que jamais seria como um deles.
- Elogio te deixa desconfortável e cobrança te deixa em paz.
- Você entrega demais e ainda acha que ficou devendo.
Honrar a raiz
Honrar não é uma cena bonita nem uma reconciliação forçada. Muita gente faz esse movimento sem nunca ter uma conversa nova com os pais, às vezes com pais que já morreram, às vezes com pais que nunca conheceu.
O que muda é a posição interna. Quando você para de brigar com a origem, a energia que ia toda para essa briga volta para a sua vida. É aí que o merecimento sai da teoria e desce para o corpo.
Por onde eu começo?
Se você não sabe por onde começar, comece pela Bússola. São seis perguntas, e o resultado já orienta a nossa primeira conversa.
Os outros fios